
Reunião com o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Piraí
13/06/2025 - 9h
Participantes:
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Floriano José Godinho de Oliveira (Coordenação Geral do Projeto – UERJ);
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Franklin Dias Coelho (Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação);
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Phillipe Valente Cardoso (Coordenação Cartografia);
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Frederico Augusto Ribeiro da Silva (Coordenação de Análise de Mídias Sociais – UERJ);
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Paulo Mesquita D’Avila Filho (Coordenação de Planejamento e Mobilização Social – UERJ);
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Thaís Bastos de Souza (Coordenação de Tratamento de Dados e Informação – UERJ);
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Antonio Carlos Alkmin (Pesquisador Externo – Ciências Sociais);
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Otavio Miguez da Rocha Leão (Coordenação de Pesquisa de Recursos Hídricos e Vegetação – UERJ);
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Rodrigo Siqueira Rodriguez (Coordenação de Economia – UERJ);
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Ana Claudia Damit (Coordenação de Análise da Gestão Administrativa);
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Matheus Vinícius (Coordenação de Análise de Mídias Sociais – UERJ).
A reunião teve como objetivo realizar um alinhamento entre a equipe da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o Grupo Gestor da Prefeitura de Piraí, com vistas à organização das atividades relacionadas ao Plano Diretor de Pesquisa. Buscou-se discutir a consolidação de documentos fundamentais para a formalização da parceria institucional, especificamente o protocolo de intenções, o modelo de estudo técnico e o plano de ação. Também foram debatidas estratégias para viabilizar a formalização de um convênio entre as instituições, bem como formas de integração com as secretarias municipais, levantamento de dados primários e planejamento das próximas reuniões presenciais e virtuais.
Durante a reunião, discutiu-se inicialmente o processo de integração entre a UERJ e a Prefeitura de Piraí, bem como o formato institucional adequado para o desenvolvimento das atividades. Foi ressaltada a necessidade de transformar demandas individuais em uma atuação institucional da universidade, estruturada por meio de convênio formal e com previsão de remuneração pelos serviços técnicos prestados. Nesse contexto, esclareceu-se a distinção entre atividades acadêmicas de caráter público e gratuito e serviços técnicos especializados prestados no formato de consultoria institucional.
Em seguida, enfatizou-se a importância da utilização das bases de dados e da estrutura administrativa da prefeitura para acesso a dados primários relacionados a diferentes áreas, como educação, saúde e obras. Destacou-se que a colaboração com as secretarias municipais seria essencial tanto para o fornecimento de informações quanto para o suporte logístico às atividades de campo, incluindo a disponibilização de viaturas e a autorização de entrada em propriedades privadas quando necessário.
No que se refere à formalização documental, identificou-se a necessidade de consolidar três documentos principais que servirão de base para o convênio institucional: o protocolo de intenções, o modelo de estudo técnico e o plano de ação. Foi estabelecido que esses documentos deveriam ser revisados, articulados e ajustados previamente à formalização do convênio. Ficou definido que Felipe Baptista Campanuci Queiroz, Paulinho e Floriano José Godinho de Oliveira ficariam responsáveis pela preparação dos termos e ajustes necessários, com envio prévio do material para Franklin antes da reunião prevista para a terça-feira seguinte.
Outro ponto central da discussão foi a definição do fluxo institucional e financeiro para execução do projeto. Avaliaram-se as vantagens e desvantagens de duas possibilidades: a celebração de convênio diretamente com a UERJ ou a utilização da Fundação Noel Rosa como intermediária. Concluiu-se que o convênio direto com a universidade, embora institucionalmente possível, tende a ser mais lento por depender dos trâmites da gestão financeira do Estado. Por outro lado, a formalização por meio da fundação apresenta maior agilidade administrativa, ainda que envolva a cobrança de taxa administrativa. A taxa inicialmente proposta pela fundação foi de 15%, considerada elevada pela equipe, motivo pelo qual se discutiu a necessidade de negociação para redução desse percentual. Nesse sentido, Floriano José Godinho de Oliveira e Franklin ficaram responsáveis por conduzir a negociação com a presidência da fundação, buscando reduzir a taxa para aproximadamente 10%.
Também foram abordados aspectos relativos à organização do trabalho de campo e aos procedimentos de mapeamento territorial. Destacou-se a necessidade de realização de mapeamentos in loco e de atividades cartográficas para identificação e análise de áreas críticas do município. Informou-se que a prefeitura já possui conhecimentos locais e pré-mapeamentos sobre questões como processos erosivos e pontos críticos, os quais serão utilizados como referência para os levantamentos da equipe técnica, com Vinícius da Silva Seabra responsável pela coordenação das atividades cartográficas. Foi igualmente discutida a logística de campo, incluindo a utilização de viatura da Secretaria de Obras para acompanhar as equipes e a presença de técnicos da prefeitura para facilitar o acesso às propriedades e áreas de interesse.
Na sequência, discutiu-se o acesso e a organização dos dados técnicos e arquivos geoespaciais. Franklin informou que havia disponibilizado diversos arquivos em um repositório no Drive, incluindo cadastro técnico, perfis topográficos de 1997 e 2009, arquivos em formato SHP e imagens diversas. Contudo, Phillipe e AC Valente apontaram lacunas no conjunto de dados disponibilizado, como a ausência de determinadas imagens e a inexistência de uma camada vetorial oficial que represente a delimitação dos bairros do município.
Diante dessa limitação, discutiu-se a inexistência de uma divisão vetorial oficial de bairros e a necessidade de desenvolver uma solução alternativa. Como encaminhamento, propôs-se a construção de um proxy de bairros a partir do cruzamento entre diferentes fontes de informação, incluindo uma planilha interna da prefeitura em formato Excel, os setores censitários do IBGE e dados provenientes de serviços locais, como bombeiros, correios e unidades de saúde. Ficou estabelecido que Phillipe e AC Valente fariam uma revisão dos arquivos SHP disponíveis, apontando quais camadas e imagens estão faltantes. AC Valente também ficou responsável por buscar a existência de um SHP de bairros ou, caso não exista, organizar o processo de construção dessa camada vetorial.
Outro tema discutido foi o registro das atividades do seminário previsto para o dia 17 de junho. Considerou-se importante realizar gravação em áudio, preferencialmente em formato MP3, das apresentações que ocorrerão no evento, com o objetivo de permitir posterior transcrição e análise do conteúdo por meio de metodologia de rede semântica. Também foi mencionada a possibilidade de realizar filmagem das apresentações como forma de registro institucional e memória do evento, embora a decisão final sobre a filmagem tenha permanecido em aberto.
Por fim, discutiu-se a agenda de reuniões e a logística do evento previsto para a semana seguinte. Foram consideradas as datas 16, 17 e 18 de junho como possibilidades para as atividades presenciais. Houve concordância preliminar quanto à presença da equipe da UERJ em Piraí no dia 17 de junho, ocasião em que se pretende organizar um seminário presencial com participação do prefeito. Paralelamente, foi sugerida a realização prévia de uma reunião virtual para apresentação da equipe técnica, seguida por uma reunião integrada de planejamento com as secretarias municipais, incluindo Obras, Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Agricultura.
Ao final da reunião, ficaram estabelecidos alguns encaminhamentos principais. Em primeiro lugar, decidiu-se priorizar a formalização do convênio por meio da Fundação Noel Rosa, em razão da maior agilidade administrativa, iniciando-se negociação para redução da taxa administrativa de 15% para aproximadamente 10%. Floriano José Godinho de Oliveira e Franklin ficaram responsáveis por conduzir essa negociação com a presidência da fundação antes da reunião prevista para a terça-feira seguinte.
Determinou-se também que os três documentos estruturantes — protocolo de intenções, modelo de estudo técnico e plano de ação — seriam revisados e consolidados pela equipe técnica da UERJ, sob responsabilidade de Floriano José Godinho de Oliveira, Felipe Baptista Campanuci Queiroz e colaboradores, devendo ser encaminhados previamente à prefeitura para análise e discussão na próxima reunião.
Ficou ainda acordada a realização de uma reunião virtual preliminar para apresentação da equipe técnica, seguida de uma reunião integrada de planejamento com as secretarias municipais. Franklin ficou responsável por articular a definição das datas junto à prefeitura. Também foi indicado que a equipe da UERJ deverá estar presente em Piraí no dia 17 de junho para participação em seminário presencial.
Entre os encaminhamentos técnicos adicionais, estabeleceu-se a necessidade de revisar e organizar os arquivos disponibilizados no Drive, identificar imagens faltantes e garantir a disponibilidade dos SHPs necessários, especialmente a camada referente à divisão de bairros. Também foi definido que serão realizados levantamentos de campo com apoio logístico da Secretaria de Obras, incluindo disponibilização de viatura e facilitação de acesso às áreas de interesse.
Por fim, ficou acordado que, após a obtenção de dados primários e realização das atividades de campo, será iniciada a etapa de cartografia e referenciamento dos mapeamentos produzidos pela equipe técnica.