
Reunião de Equipe
06/01/2026 14h
Participantes:
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Floriano José Godinho de Oliveira (Coordenação Geral do Projeto – UERJ);
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Alberto Lopes (Pesquisador Externo – Arquitetura e Urbanismo);
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Guilherme dos Santos da Silva (Graduando em Geologia – UERJ);
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João Victor Ribeiro Reis (Graduando em Geografia – UERJ);
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Paulo Mesquita D’Avila Filho (Coordenação de Planejamento e Mobilização Social – UERJ);
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Paulo Roberto Daltro Fernandes (Coordenação de Recursos Financeiros e Economia – UERJ);
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Regina Helena Tunes (Coordenação de Análise Territorial e Inovação – UERJ);
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Thaís Pampolha (Graduanda em Ciências Sociais – UERJ);
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Frederico Augusto Ribeiro da Silva (Coordenação de Análise de Mídias Sociais – UERJ);
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Maria Eduarda Jesus da Silva (Graduanda em Ciências Sociais – UERJ);
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Thiago da Silva Santa Rosa Rodrigues (Pesquisador – UERJ);
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Thaís Bastos de Souza (Coordenação de Tratamento de Dados e Informação – UERJ);
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Antonio Alkmin (Pesquisador Externo – Ciências Sociais);
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Otávio Miguez da Rocha Leão (Coordenação de Pesquisa de Recursos Hídricos e Vegetação – UERJ);
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Rodrigo Siqueira Rodriguez (Coordenação de Economia – UERJ);
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Felipe Baptista Campanuci Queiroz (Coordenação de Políticas Públicas e Direito – UERJ).
A reunião realizada em 06 de janeiro de 2026 teve como objetivo discutir o início operacional dos trabalhos relacionados à elaboração do Plano Diretor do município de Piraí, após a liberação da primeira parcela do convênio em 23 de dezembro. Durante o encontro, foram apresentadas considerações gerais sobre o andamento inicial do projeto, bem como discutidas prioridades organizacionais, metodológicas e operacionais para o desenvolvimento das atividades. Também foram abordados aspectos relativos ao cronograma de execução, à articulação institucional com a Prefeitura de Piraí e à organização das equipes de trabalho responsáveis pelas diferentes frentes do diagnóstico técnico e da mobilização social.
No início da reunião, foi destacado que o primeiro pagamento do convênio foi realizado em 23 de dezembro, fato que passou a ser considerado como marco inicial do projeto. A equipe ressaltou que, embora o contrato tenha sido assinado anteriormente, a efetiva execução das atividades foi retomada no início de janeiro. Reconheceu-se que houve atrasos em relação ao cronograma originalmente previsto, decorrentes de fatores como o período de festas de fim de ano, férias e outros compromissos institucionais, sendo necessária a adequação dos prazos de execução.
Nesse contexto, discutiu-se a definição de um cronograma base de trabalho, estabelecendo-se que o período compreendido entre janeiro e junho será dedicado ao desenvolvimento intensivo das atividades técnicas e à elaboração do diagnóstico municipal. Foi indicado que a produção do material jurídico e a consolidação final dos documentos poderão se estender até julho, mantendo-se como prazo máximo de conclusão do convênio o mês de outubro.
Em seguida, foram apresentados aspectos relativos à estruturação das equipes de trabalho e às responsabilidades temáticas. Foi mencionado que o projeto está organizado em diferentes frentes de atuação, incluindo mobilização e participação social, diagnóstico socioeconômico, estudos ambientais, cartografia e coordenação técnica e arquitetônica. Destacou-se que as equipes atuam de forma integrada e que será necessário estabelecer rotinas de comunicação e produção de entregáveis intermediários para garantir a articulação entre os diferentes grupos.
No que se refere à elaboração do diagnóstico técnico, foi discutida a proposta de utilizar os setores censitários do município como unidade básica de análise territorial, considerando-se que Piraí possui 114 setores. A partir dessa base, propôs-se a criação de um banco de indicadores sintéticos, inicialmente composto por cerca de cinquenta indicadores, com o objetivo de subsidiar análises relevantes para a formulação de políticas públicas. Durante a discussão, foram apontadas algumas dificuldades técnicas relacionadas à integração entre diferentes bases de dados, especialmente no que diz respeito à associação entre informações tabulares — como dados de população, domicílios e edificações — e suas correspondentes representações cartográficas.
Também foram abordadas questões relacionadas à produção cartográfica. Foi apresentada a necessidade de padronização dos produtos finais, incluindo a definição de layout e formato dos mapas, preferencialmente em padrões como A4 e A3. Ressaltou-se a importância da consolidação dos arquivos geoespaciais (shapefiles) e da criação de uma base cartográfica integrada que possa ser compartilhada entre as equipes responsáveis pelas diferentes análises.
Outro ponto relevante discutido na reunião foi a estratégia de comunicação do projeto. Foi apresentado um protótipo de página eletrônica destinada à divulgação das atividades do Plano Diretor, contendo informações como cronograma, documentação técnica e um painel com indicadores e dados relevantes. Debateu-se a possibilidade de integrar essa página ao site oficial da Prefeitura de Piraí ou de criar um espaço específico vinculado ao portal institucional. Também foi sugerida a implementação de um formulário para cadastro de interessados e participação pública, visando ampliar o alcance das ações de mobilização social.
No campo jurídico e institucional, foi destacada a necessidade de organizar uma base de documentos legais e normativos que orientam o planejamento urbano e territorial. Foram mencionados, entre outros, o Estatuto da Cidade, a Agenda Urbana de 2016, o Acordo de Paris, o Marco de Sendai, além da legislação municipal pertinente, como o plano diretor vigente, o código de obras, a lei orgânica municipal e normas relacionadas ao perímetro urbano. Também foi indicada a importância de reunir documentos relacionados à gestão de recursos hídricos e à bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.
Durante a reunião, foi enfatizada a necessidade de intensificar a articulação institucional com a Prefeitura de Piraí e com outros atores locais. Nesse sentido, foi considerada prioritária a realização de um encontro com técnicos municipais, especialmente das secretarias de planejamento e saúde, com o objetivo de alinhar a disponibilização de dados, discutir aspectos logísticos e definir os territórios que serão utilizados como referência para a realização das oficinas participativas. Também foi destacada a importância de mapear iniciativas e projetos já existentes no município, como programas de saneamento, ações de recuperação ambiental e pesquisas conduzidas por outras instituições.
No que diz respeito à metodologia participativa, foi ressaltado que o sucesso do processo depende da organização de uma estrutura logística adequada, incluindo a definição de territórios de atuação, a identificação de atores estratégicos e a preparação de materiais de apoio para as atividades de campo. Foi sugerida a realização de duas rodadas principais de oficinas: uma voltada ao levantamento inicial de informações e percepções da população e outra destinada à discussão e validação das propostas elaboradas.
Também foram discutidos aspectos logísticos e financeiros relacionados à execução do projeto, incluindo questões relativas ao transporte da equipe, utilização de veículos institucionais, pagamento de diárias, hospedagem e organização dos recursos disponíveis no convênio. Foi levantada ainda a necessidade de verificar o fluxo de desembolso financeiro junto à prefeitura, de modo a assegurar a continuidade das atividades e o pagamento das bolsas e equipes envolvidas.
Ao final da reunião, ficou estabelecido que o marco inicial do projeto será considerado a data de 23 de dezembro de 2025, correspondente à liberação do primeiro pagamento do convênio. Também foi consolidado o cronograma preliminar de execução, com a realização das atividades técnicas e do diagnóstico municipal entre os meses de janeiro e junho, seguida pela etapa de consolidação jurídica e finalização dos documentos.
Entre as principais decisões, definiu-se a criação de um espaço eletrônico para divulgação do projeto, vinculado ao site da Prefeitura de Piraí, no qual serão disponibilizados documentos, cronograma e instrumentos de participação pública. Também foi acordada a padronização dos produtos cartográficos e a organização de uma base de dados integrada para compartilhamento entre as equipes.
Ficou igualmente estabelecida a necessidade de solicitar à prefeitura a indicação de um ponto focal técnico responsável pela interlocução institucional com a equipe da UERJ, bem como a realização de reunião com técnicos municipais para alinhamento de informações e definição de procedimentos operacionais.
Como encaminhamentos imediatos, foram definidas ações como a organização da pasta de diagnóstico no ambiente compartilhado de trabalho, a consolidação do layout cartográfico, a finalização da seleção de variáveis para o banco de indicadores, a implementação do protótipo do site do projeto e a articulação com a equipe de comunicação da prefeitura para divulgação das atividades.
Por fim, foi proposta a realização de um balanço inicial das atividades ao final do mês de fevereiro, com a apresentação de material técnico preliminar que possa orientar o início das oficinas presenciais previstas para os meses subsequentes. Também foi reafirmado que a entrega final do anteprojeto de lei do Plano Diretor — documento a ser encaminhado posteriormente à Câmara Municipal — constituirá o marco principal de conclusão da consultoria, cabendo à prefeitura a condução da tramitação legislativa subsequente.