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Reunião de Equipe

11/08/2025 - 14h

Participantes:

  • Floriano José Godinho de Oliveira (Coordenação Geral do Projeto – UERJ);

  • Felipe Baptista Campanuci Queiroz (Coordenação de Políticas Públicas e Direito – UERJ)

  • Phillipe Valente Cardoso (Coordenação Cartografia – UERJ); 

  • Paulo Mesquita D’Avila Filho (Coordenação de Planejamento e Mobilização Social – UERJ);

  • Antonio Carlos Alkmin (Pesquisador Externo – Ciências Sociais);

  • Otavio Miguez da Rocha Leão (Coordenação de Pesquisa de Recursos Hídricos e Vegetação – UERJ);

  • Rodrigo Siqueira Rodriguez (Coordenação de Economia – UERJ);

  • Ana Claudia Damit (Coordenação de Análise da Gestão Administrativa);

  • Matheus Vinícius (Coordenação de Análise de Mídias Sociais – UERJ).

A reunião dedicou-se à atualização sobre o andamento do convênio com a Fundação Noel Rosa e ao planejamento das próximas etapas do projeto de pesquisa socioeconômica, ambiental e territorial para o Plano Diretor de Piraí. Foram discutidos temas como a formalização administrativa, a construção de indicadores a partir de dados do IBGE, pesquisas complementares, infraestrutura para análise de dados, a questão do data center e a organização dos grupos de trabalho.

No primeiro ponto da pauta, o grupo informou que se encontrava na fase final do processo de assinatura de um convênio para o trabalho de pesquisa, coordenado pela Fundação Noel Rosa. Esclareceu-se que a assinatura seria realizada diretamente pela fundação, o que garantiria um enquadramento jurídico que evita a incidência de impostos como o Imposto de Renda sobre os valores recebidos, tratando os envolvidos como pesquisadores e não como prestadores de serviços autônomos. Foram enviados diversos documentos necessários para aprovação, incluindo certidões, atestados e currículos Lattes de todos os participantes. Esperava-se a liberação orçamentária em breve, momento em que seria aberta uma conta bancária específica para o projeto na fundação. Ademais, o grupo planejava ajustar o plano de trabalho e o termo do convênio para explicitar com precisão o papel de cada integrante, inclusive estagiários e consultores, como exemplificado pelo papel de Mateus na revisão dos relatórios.

Em seguida, discutiu-se a criação de um grupo de pesquisa específico dedicado à caracterização socioeconômica, ambiental e territorial de Piraí. Esse grupo visaria facilitar a compreensão do projeto por parte das instituições envolvidas e seu enquadramento formal como atividade de pesquisa acadêmica, incluindo o registro no CNPq. Os participantes teriam vínculo com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ou seriam servidores públicos municipais, o que contribuiria para uma integração mais fluida das atividades como pesquisa institucional.

Outro tema central foi o trabalho com indicadores e dados estatísticos. Antonio Carlos Alkmin informou que estava trabalhando na construção de indicadores socioeconômicos e ambientais, utilizando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por setor censitário, por meio do software SPSS. A meta estabelecida era a elaboração de indicadores sintéticos a partir de mais de mil variáveis disponíveis, abrangendo aspectos como saneamento, habitação, renda per capita, presença de comunidades quilombolas e indígenas. Ressaltou-se que não existia delimitação cartográfica oficial de bairros no município de Piraí, pelo que o grupo considerava trabalhar com 10 a 15 áreas de planejamento territorial que se mostrassem mais adequadas para análises ambientais e sociais. A análise envolveria a criação de mapas temáticos, zoneamentos para planejamento urbano e indicadores sintéticos destinados à apresentação para órgãos públicos e na divulgação do plano diretor. Phillipe ficaria responsável pelo layout dos mapas e gráficos para apresentação visual dos dados, incluindo a disposição dos setores censitários, sempre com alinhamento prévio ao grupo para aprovação das classificações metodológicas.

Quanto aos equipamentos e infraestrutura para análise de dados, o grupo destacou que já dispunha dos SHPs dos setores censitários de Piraí, o que facilitaria a integração dos dados censitários com indicadores econômicos e sociais. Seria possível realizar o cruzamento desses dados com informações econômicas locais, como cadastros de empresas por meio do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), permitindo análises por setor censitário e áreas de planejamento. Enfatizou-se que essa metodologia poderia ser replicada para qualquer município brasileiro.

Discutiram-se também pesquisas complementares e levantamentos sociais. Além dos dados do IBGE, seria necessário conduzir pesquisas sociais quantitativas e qualitativas para tratar de temas não abrangidos pelas bases oficiais, como transporte e segurança pública. A questão do transporte foi destacada como um dos problemas essenciais para o município, devendo ser contemplada no plano diretor. Ficou decidido solicitar a Franklin uma cópia do plano de ação relacionado a sistemas de transporte e políticas de tarifa zero implementadas em municípios similares.

Um tópico específico de debate foi a possibilidade de instalação de um data center em Piraí, motivada pela disponibilidade de recursos hídricos para refrigeração dos equipamentos. Foram expressas preocupações ambientais quanto ao elevado consumo e à perda quantitativa de água, uma vez que a água utilizada no processo de refrigeração evapora e não retorna ao sistema hídrico. As implicações políticas e econômicas desse empreendimento foram consideradas complexas, envolvendo questões de soberania municipal e interesses de grandes empresas de tecnologia (big techs). O grupo reconheceu a importância de documentar e analisar criticamente os impactos ambientais e sociais dessa instalação, mantendo o papel científico e independente da equipe de pesquisa.

Na organização e próximos passos, foi informado que, a partir da próxima semana e com a assinatura do convênio, realizariam reuniões para estruturar os grupos de trabalho dedicados a indicadores e pesquisas. Estavam em busca de estagiários para a área ambiental e outras funções, mas aguardavam a formalização do convênio para iniciar o processo seletivo. Previa-se a montagem de um protótipo de indicadores para apresentação inicial, com a colaboração de Mateus na elaboração de gráficos e relatórios. O grupo pretendia incorporar estratégias visuais e metodológicas semelhantes às adotadas pelo Observatório das Metrópoles para fortalecer a análise. Floriano José Godinho de Oliveira e Phillipe estavam alinhados para a construção do layout dos mapas, gráficos e demais apresentações visuais do projeto.

Nas considerações finais, Antonio Carlos Alkmin informou que se encontrava aposentado, mas continuava envolvido no projeto como pesquisador autônomo, disposto a colaborar nas próximas fases. O grupo reafirmou seu compromisso com uma atuação científica e acadêmica crítica, especialmente em relação a temas sensíveis como o data center. Todos os documentos e termos de referência seriam compartilhados no grupo para análise e sugestões coletivas.

A reunião avançou significativamente na finalização do processo de convênio com a Fundação Noel Rosa, viabilizando o início das pesquisas socioeconômicas, ambientais e territoriais em Piraí. Houve detalhamento importante sobre o trabalho com dados do IBGE, a construção de indicadores sintéticos e a necessidade de pesquisas complementares para temas como transporte e segurança. Destacou-se a discussão sobre os impactos ambientais e políticos da instalação de um data center na região, evidenciando a complexidade do contexto local. O planejamento para a próxima fase foi bem estruturado, com reuniões agendadas para dar continuidade ao projeto.

Os principais encaminhamentos foram os seguintes: finalizar e assinar o convênio com a Fundação Noel Rosa; abrir uma conta bancária específica para o projeto; organizar reuniões para seleção e distribuição de tarefas nos grupos de trabalho; construir um protótipo inicial de indicadores socioeconômicos e ambientais com dados do IBGE; desenvolver layouts e representações visuais de mapas e gráficos; solicitar informações adicionais, especialmente sobre plano de ação de mobilidade; e documentar e analisar criticamente os impactos potenciais do data center no município. Os responsáveis principais foram identificados como Floriano José Godinho de Oliveira, Phillipe, Antonio Carlos Alkmin, Rodrigo Siqueira Rodriguez e Franklin (na supervisão e apoio). A próxima reunião seria definida para o início da semana seguinte, com foco em indicadores e plano de ação.

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